O ProjetoBlogLivrariaVisiteContato

Crianças Índigo, Crianças Cristal

Marsha revisita as ideias de crianças índigo e cristal: sua geração hippie e ativista, e as crianças autistas, que pedem um mundo mais gentil.

Crianças Índigo, Crianças Cristal

30 anos atrás falava-se muito sobre as “crianças índigo” e as “crianças cristal”, como novas gerações incumbidas de ajudar a transição do mundo em direção a uma nova forma de ser mais evoluída.

As “crianças índigo” tinham o papel de desmontar velhas estruturas sociais que não serviam mais para a humanidade e o planeta, criando espaço para uma nova geração de crianças, muito mais evoluídas, chamadas as “crianças cristal”.

As crianças índigo, minha geração, seriam teimosas, não aceitando um “status quo” nocivo, com o dom de acreditar “naquilo que pode ser”.

Éramos os hippies, que rejeitavam o materialismo para uma vida mais gentil em comunidades, muitas vezes no campo.

Plantávamos enquanto cantávamos músicas ao louvor da Mãe Terra.

Éramos ativistas contra as guerras e injustiças sociais.

Muitos de nós formavam comunidades, algumas que sobrevivem até hoje. Eu fui embora do país, dizendo que “um país que elegia Nixon não era meu país”.

Muitos fundaram ONGs idealistas, que perduram até hoje. Eu me formei como professora de Permacultura, e ajudei a fundar o Instituto de Permacultura da Bahia, o primeiro do Brasil.

Pessoas que entendem a cor das auras apontaram que a cor índigo na aura é sinal de solidão, que acho correto. Os índigos, idealistas e ativistas, partem para a ação, muitas vezes sozinhos, já que estão na frente dos seus tempos.

Se frustrados, são capazes de violências. É provável que muitos dos jovens que entram armados em escolas para matar são crianças índigo que sofreram bullying, e que, sem apoio, encontraram a pior saída possível para sua dor.

O papel dos índigos era de tornar o mundo um lugar mais acolhedor e gentil, para receber uma nova geração de crianças, as crianças “cristal”.

Estas crianças seriam muito sensíveis e mal adaptadas ao mundo grosseiro, seres multidimensionais, capazes de dons novos: acesso direto a informações, telepatia, comunicação interdimensional.

Esta semana percebi que as crianças autistas são as crianças cristal. O mundo ainda não entendeu como são seres altamente evoluídos, pela sua dificuldade de se ajustar a este mundo grosseiro e barulhento.

Mostram dons inexplicáveis de arte, matemática, comunicação telepática. Muitos têm dificuldade com comunicação verbal, mas conseguem se expressar de uma forma elegante através de computadores…

Cada um é único, com dons únicos. Como toda criança…

As famílias destas crianças sofrem com sua dificuldade com o nosso mundo de barulho e luzes, levando a “meltdowns”: crises de agonia e choro pela sobrecarga sensorial.

Nós, como sociedade, precisamos tornar nosso mundo mais acolhedor para estes seres — e nós mesmos, diminuindo as luzes e sons agressivos dos nossos ambientes, enquanto procuramos criar pontes de comunicação com esta nova geração que promete contribuir tanto para a nossa evolução.

← Voltar para o Blog
Jardins Marizá

Jardins Marizá

© Jardins Marizá — Bahia, Brasil