Sistemas Vivos
Em Marizá, os animais não são apenas produção — são parte ativa do sistema vivo. Transformam resíduos em adubo, enriquecem o solo, e completam os ciclos que mantêm o sistema fértil e equilibrado.

As galinhas
Sempre temos um rebanho de 20–30 galinhas, para produção de ovos e esterco. Elas moram numa casa de tela ampla, e têm acesso a uma área externa grande, onde podem andar, tomar sol e ciscar.
Nos 8 meses de seca esta área é sombreada, mas não tem vegetação. Por este motivo as galinhas recebem uma boa quantia de capim e matos picados todos os dias. A ração é simples: de manhã, milho catetinho das nossas plantações, e no final da tarde, restos de comida — muitas vezes com soro de coalhada ou leite — com farelo de trigo.
A produção de ovos é boa, conforme o clima. Nos dias muito quentes ligamos um sistema de aspersão de gotas de água, que baixa a temperatura, ajudando manter a produção de ovos mesmo nos dias mais árdios. Às vezes somos os únicos com ovos à venda na feira livre.
O galinheiro tem duas caixas de tijolo, cada de 1,5m × 1,5m, onde jogamos material de compostagem: matos, capim picado, palha, restos de comida, frutas podres, sisal e babôsa picados. As galinhas passam longas horas felizes, ciscando e “triturando” este material, que se transforma num composto escuro quase pronto.
Acrescentamos alguns minerais: farinha de pedra “Ipirá”, farinha de osso caseiro, barro — lembrando que nosso solo é areia pura — e bio-char. Para utilizar o composto, só precisa fazer uma pilha com este material, que é virada cinco vezes, de três em três dias, resultando num composto rico.
Em 2026 comprámos um triturador para o trator, para poder fazer grandes pilhas de composto em todos os terrenos — 35 hectares no total — aumentando muito o volume disponível. Estas pilhas serão viradas algumas vezes manualmente, quando possível.
Como as galinhas levam 5 meses para entrar em produção, costumamos manter o rebanho 3–4 anos.
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